Uma vez cheguei a acreditar que algo chamado destino existia, e com o passar do tempo vi que as coisas são meras coincidências. Em 2008 comecei a conversar com um garoto, que em pouco tempo se tornou meu melhor amigo, no Natal daquele ano ele me ligou, é bem provável que eu nunca esqueça a sua voz. Ele era apaixonado por uma garota, nunca consegui entender da onde havia surgido aquilo, sendo que eu estava ali toda hora, e no que fosse necessário me dobraria por ele, mesmo com as distancias, mas certas coisas você não contesta, só se espera a hora certa. Nesse mesmo ano ele estava prestando vestibular e se passasse iria pagar algumas “promessas”, uma delas era ler um livro que indiquei, e talvez esse livro tenha um significado especial para ele, sempre que vê-lo se lembrará de mim. Em 2009 as coisas mudaram um pouco, a garota que ele havia se apaixonado foi uma ilusão, e quem estava ali? A melhor amiga. Eu nem ligava de ser algum tipo de consoladora, só queria fazer com que ele voltasse a ser o meu amigo, e foi o que aconteceu, ele se preocupava comigo e eu com ele, mesmo que fosse o tipo de preocupação que gerava intriga, afinal ele sempre estava certo e eu era a que fazia as “cagadas”.
Bem, pularei para a parte em que eu começo a me sentir carente e um garoto que mal me conhecia se declarou para mim e bem começamos a namorar, eu realmente achava que ia ser bom, principalmente para esquecer este amigo. Foi difícil contar a ele o que havia acontecido, e foram muitas coisas ao mesmo tempo, sentimentos jogados na mesa para serem debatidos, mas eu já havia acabado com qualquer chance de tê-lo, brigamos e achei que para ele o melhor era não falar comigo, mas não consegui, exatamente um ano depois dele ter me ligado pela primeira vez eu estava ligando para ele, amenizou um pouco a situação.
Começo de 2010, eu terminei com o projeto de namorado, pelo único motivo de pensar apenas em meu amigo, e assim começou uma nova fase de fazer planos, montar sonhos impossíveis e finalmente pela primeira vez parecer ter um relacionamento com o tal amigo, mas tudo que é bom dura pouco. Ele conheceu uma garota, dessa vez uma boa garota, e colocamos um ponto final em nosso projeto de romance.
Esse ano liguei para ele em seu aniversário, mesmo sabendo da nova menina, apenas queria mostrar que eu ainda existia, porém expectativas geram frustrações, em meu aniversário esperei que ele me ligasse... É, apenas esperei.
Eu gostaria de dizer que não me importo de não ser a mulher da vida dele, mas me importo sim, porém nunca irei demonstrar isso em qualquer conversa com ele, continuo sendo uma amiga, e de certa forma as coisas com ele e a namorada vão indo bem, eu não serei a pessoa que atrapalhará, antes mesmo de pensar nisso me lembrarei do quanto ele está feliz.
Três vezes amor é mais um das comédias românticas “hollywoodianas”, e chorei, mas chorei por ser tão parecido com o que acontece comigo e ele, três mulheres diferentes e um livro que marca o último pedaço de alguém que ele gosta, ok, não é tão parecido assim com nossa história, mas escreverei aqui um trecho que acontece no filme:
- Abandonei Paco, e percebi que precisava contar a alguém, quando percebi quem essa pessoa era foi tão inesperado. É como se algo estivesse na sua frente e você fosse cego demais para ver.
Willian pega um anel de noivado.
- O que é isso?
- Tenho novidades para você também.
April tenta correr.
- Ei, o que houve?
- Não acha estranho que estamos nos correspondendo por tanto tempo e esqueceu de me contar: A, está apaixonado e B, está apaixonado?
- Eu disse que estava namorando.
- Namorando... Acabou de comprar um anel de noivado.
- Desculpe, acho que estava nervoso para te contar.
- Por que ficaria nervoso para me contar?
- Eu não sei, amo muito essa garota, gostaria que ficasse feliz por mim.
- Posso ficar feliz por você, claro que posso.
Eles se abraçam.
Pobre April, é como a personagem na história que sempre foi amiga, então percebe que não quer ser só a amiga, quer ser a namorada, só que é tarde demais.
Bem, é isso. Não sei o motivo exato de fazer um post assim, mas até hoje gosto tanto dele, mesmo que mal conversamos, eu ainda espero o dia em que o verei pela primeira vez, e apesar de as vezes eu não ter fé em casamentos ele foi o único cara que me faz pensar em casar(mesmo colocando que ainda tenho 17 anos). Em Três Vezes Amor, o personagem Willian teve três namoradas, se casou com uma delas, teve uma linda filha, mas eles se divorciam, o filme tem a maioria do tempo em flashback, onde ele conta a sua filha a história de como conheceu a mãe dela, ele usaria nome fictícios para as três namoradas, e ela teria que descobrir qual delas era sua mãe. Bem, Willian no final fica com April, a amiga, porém isso não passa de ficção.
P.S: Você ainda derrete meu coração, G.L.
P.S²: Eu nem lerei uma segunda vez esse texto, pois estarei correndo o risco de não postar, me desculpem por qualquer erro.
P.S.³: Willian não mudou o nome de April ao contar a história. Por que? Ele não sabe.
P.S.³: Willian não mudou o nome de April ao contar a história. Por que? Ele não sabe.
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